sexta-feira, 24 de julho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Os óculos
Já experimentaste a situação de olhar-se de fora? É tão mais comum quando falamos do outro, quando analisamos a situação alheia, com o distanciamento necessário para corrigir a hipermetropia dos problemas.Ao olhar este blog com o distanciamento necessário, fiz um apanhado interessante. As cartas, frases e sentimentos pertenceram à cartas de fato não enviadas. Sentimentos pulsantes e vacilantes que habitaram o coração e a mente, mas que não foram em sua totalidade externalizados. Confesso que quando o foram, e foram poucas e intensas vezes, encontraram um vazio, um abismo cruel.
Passei os olhos críticos em tudo o que postei, e não reconheci este ser tão melancólico que aqui se apresentou. Não enxerguei meu humor, meu viço, minha alegria. Havia uma figura desbotada, rôta. Esta não sou eu.
O bom dos blogs, e de se postar anonimamente (ou não), é que o exercício de escrever te leva à reflexões. Coisa tão profunda que duvido que as sessões de análise tenham efeito semelhante. Bom, ao menos no bolso a diferença é gritante. Externalizar, mesmo que de boca selada, os meus sentimentos, me fez bem, acho que teria tido um câncer, uma úlcera ou um infarto se guardasse tudo para mim. Obrigada a quem passou por aqui, a quem comentou e a quem não teve paciência de correr os olhos nas letrinhas tristes esparramadas em posts. Obrigada por me lembrarem que eu estava viva, mesmo quando me sentia um zumbi!!
Eu sigo.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Adeus
Não basta que digas que adoras o que temos. Sabes que o que temos é sombra esmaecida de meus desejos. Os teus, as tuas vontades, teus quereres são nutridos por nossos encontros furtivos. Negas, mas talvez isto te baste. ALimentei meu algoz, o fiz forte. É preciso agir, é preciso ser concreto. Foges e me afliges. Tão imensamente tua sou. O tanto, nem sabes. Por ti o oceano era nada. Nada. Porto às escuras, farol inerte. Amor que recua, pesado em si mesmo. Molhado do esforço, regado de lágrimas. Amor que se rende. Amor que se vai.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
Desvio
Os pés vacilam e o caminho é acidentado demais.
A pele e a alma se ressentem com a aridez. Busco sombra e me abrigo sob a proteção dum regaço qualquer. Qualquer.
Tenho sede, faminta estou.
Silencio, prosto-me sob o peso da alma e me largo no caminho, já não posso mais.
O caminho continua em dores e amores, mas meus pés não podem mais caminhar sozinhos.
A pele e a alma se ressentem com a aridez. Busco sombra e me abrigo sob a proteção dum regaço qualquer. Qualquer.
Tenho sede, faminta estou.
Silencio, prosto-me sob o peso da alma e me largo no caminho, já não posso mais.
O caminho continua em dores e amores, mas meus pés não podem mais caminhar sozinhos.
terça-feira, 10 de março de 2009
Assim é
"... Eu quase nada sei, mas desconfio de muita coisa."
Riobaldo pelas mãos de Guimarães Rosa
ou
Guimarães Rosa pela boca de Ribaldo
Riobaldo pelas mãos de Guimarães Rosa
ou
Guimarães Rosa pela boca de Ribaldo
segunda-feira, 9 de março de 2009
Ele escreveu, eu sinto

Te quiero (Pablo Neruda)
No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llegoy
de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.
Talvez consumirá la luz de Enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.
En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego.
No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llegoy
de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.
Talvez consumirá la luz de Enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.
En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego.
sexta-feira, 6 de março de 2009
O dia
Uma delicadeza de presente, vinda da criatividade de pessoas sem igual.
Fonte:
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Onde tocam os teus pés?
"Meu tormento é feito se silêncio. Ausência dilacerante. Dúvida crescente. O que há? Já nem sei se suporto saber."
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Die Liebe ist ein wildes Tier
" Não sou exemplo, jamais tive a hipocrisia de tentar sê-lo.
Inúmeras mentiras foram as máscaras do fim daquilo que tanta dor me causou (e causa). Mas tú, tú foste o destinatário de todas as minhas verdades, de meus sonhos, de meu sofrer (inerente ao amor). Minhas cartas foram para ti, cada letra, cada lágrima que em silêncio desceu. Soluços contidos. Angústia. Amor rasgante. Desejo. Febre. Angústia (sim, ela de novo).
O amor é vivo, provoca sensações físicas. É grande demais, é pequeno demais. É tudo, é nada. É contraditório, é afirmativo. Algoz e vítima.
Sou (de) verdade para ti. "
E tú? (omitido da carta)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Coincidências e Providências
Há coisas que acontecem e que a falta de explicação lógica nos faz chamar de coincidências. Definitivamente eu não acredito nisto, um plano maior é minha certeza. Talvez uma certeza vacilante, humana que sou, mas uma força vital que me faz sair da cama todos os dias.
Se tudo dá errado talvez haja algo extraordinário por acontecer, li isto num blog querido que visito. Providência e não coincidência. Me fez lembrar que adoro o cheiro de terra molhada que sucede as grandes tempestades. Fertilidade.
Algo maravilhoso me aguarda. Estou certa disto.
Se tudo dá errado talvez haja algo extraordinário por acontecer, li isto num blog querido que visito. Providência e não coincidência. Me fez lembrar que adoro o cheiro de terra molhada que sucede as grandes tempestades. Fertilidade.
Algo maravilhoso me aguarda. Estou certa disto.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Declaração de amor
"Entre tanta dor, o amor se fez. E era oblíquo, via improvável e desconhecida. Era o caminho. A rota de encontro de almas desnudas. Caminho sem volta, sinuosa estrada. Caminho de pedras.
Entre tanto amor, a razão feneceu. E o toque impossível se fez sentir. Acalentou, aqueceu. Palavras de bocas cerradas. Amor entre almas, distintas moradas. Caminho de estrelas."
(Meu amor por ti é caminho festivo.)
Entre tanto amor, a razão feneceu. E o toque impossível se fez sentir. Acalentou, aqueceu. Palavras de bocas cerradas. Amor entre almas, distintas moradas. Caminho de estrelas."
(Meu amor por ti é caminho festivo.)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Pertenço à outro lugar
Tudo o que o dinheiro compra é barato.
É, um consolo.Desejando estar em outro lugar.
É, um consolo.Desejando estar em outro lugar.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Freud explica?
Um passo de cada vez.
Um dia de cada vez.
Por quê diabos o desejo tem que vir todo de uma vez??
Ouvindo Pearl Jam- Wish you were here
Um dia de cada vez.
Por quê diabos o desejo tem que vir todo de uma vez??
Ouvindo Pearl Jam- Wish you were here
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Até breve
"Eu parto por um curto período. Balanço de ano, de vida. Recesso do cotidiano. Vou me aconselhar com o mar (tú sabes, eu gosto). Voltarei."
Aos anônimos e aos quase conhecidos, Boas Festas! Que 2009 nos reserve muitas alegrias.
Aos anônimos e aos quase conhecidos, Boas Festas! Que 2009 nos reserve muitas alegrias.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Apanhados do ano
Descobri que sou capaz de amar. Amor incondicional, sem seguir lógicas, deixando de lado a racionalidade latente, castrante. Entendi que não se é feliz por, se é feliz com, e este "com" tem infinitas facetas. A alma ama. O corpo ama.
Descobri que a entrega reverte em retorno, que ceder é ganhar e que os ganhos não vem somente das vitórias.
Descobri o que quero, o que necessito e o que vou alcançar.
Me descobri.
Descobri que a entrega reverte em retorno, que ceder é ganhar e que os ganhos não vem somente das vitórias.
Descobri o que quero, o que necessito e o que vou alcançar.
Me descobri.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Elephant Gun
O gostar não tem explicação. Demorei uns bons anos para, enfim, dar-me conta desta grande verdade.
A primeira vez que ouvi esta música a minha atenção foi imediatamente despertada. Paixão arrebatadora pela melodia. Ao baixá-la na net saí rodopiando pelo quarto. Feliz. Plena, tal como o amor que me preenche.
(Elephant Gun, Beirut. Tema da minissérie Capitu, cujos olhos oblíquos temos em comum. Para conhecer outras músicas visite: http://www.beirutband.com/ As melodias são tão familiares!)
UpDate:
Àquele de quem imagino conhecer parte da alma, mostro o que me fez pensar em ti: "And it rips through the silence of our camp at nightAnd it rips through the silence, all that is left is all that I hide". Te cuida.
A primeira vez que ouvi esta música a minha atenção foi imediatamente despertada. Paixão arrebatadora pela melodia. Ao baixá-la na net saí rodopiando pelo quarto. Feliz. Plena, tal como o amor que me preenche.
(Elephant Gun, Beirut. Tema da minissérie Capitu, cujos olhos oblíquos temos em comum. Para conhecer outras músicas visite: http://www.beirutband.com/ As melodias são tão familiares!)
UpDate:
Àquele de quem imagino conhecer parte da alma, mostro o que me fez pensar em ti: "And it rips through the silence of our camp at nightAnd it rips through the silence, all that is left is all that I hide". Te cuida.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Love is all we need
Ao descobrir, enfim, o amor, descobriu também as amarras. E percebeu que as amarras não eram as do amor, porque o amor é liberdade. Foi atada pela culpa, pelo medo, pela solidão.
Notou que ainda assim o amor vivia. Pássaro belo e cantante, preso na gaiola linda e dourada. Fingindo liberdade. Mascarando infelicidade.
O amor a alimentava e nutria seus dias, seus sonhos. A esperança do afeto de volta a fazia acordar e era a força para ela levantar-se em cada novo dia.
Ela ama. Só sabe disto, é sua única certeza. E, por amar, ela se sente viva e parece que basta. Parece. As vezes ser amada é viver também.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Eu não me encontro. Cada vez que imagino ter alcançado o meu porto seguro, descubro que é cais flutuante à deriva.
S.O.S. preciso de ajuda
S.O.S. preciso de ajuda
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Ser fiel
"Me incomodam as definições alheias, A sensação que tenho é que tornei-me espectadora dos fatos. Um distanciamento me mantém segura e longe de todos.
Diálogos quase circenses. Pessoas que não são. Personagens ridículos de si mesmos. Vendendo suas mentiras como se realidade fossem e crendo que ninguém desconfia de suas farsas.
Eu calo, nada me resta, sou fiel só a mim mesma."
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
domingo, 28 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Caixa de Pandora
"_O que queres?
_Não sei. "
(Mentira, sei. Algumas vezes é melhor deixar os hormônios acalmarem e a razão voltar ao comando.Isto vale para mim. Quanto à ele, quero mais é que os hormônios tomem conta e deixe falar a emoção).
É, as vezes eu sei claramente o quanto é difícil um homem entender as nuances da contradição feminina.
_Não sei. "
(Mentira, sei. Algumas vezes é melhor deixar os hormônios acalmarem e a razão voltar ao comando.Isto vale para mim. Quanto à ele, quero mais é que os hormônios tomem conta e deixe falar a emoção).
É, as vezes eu sei claramente o quanto é difícil um homem entender as nuances da contradição feminina.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Ao sabor do vento...
"Caminho ao sabor do vento, das emoções e dos desejos. Nunca fui tão dona de mim como hoje, agora que caminho liberta de minhas pesadas correntes. Eu me permiti. E tú?"
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